Azeite de oliva em prol da saúde

22 nov

A relação entre a humanidade e o azeite de oliva vem de muitos séculos: ele já era utilizado há mais de 3.800 anos na região da Mesopotâmia. Esse azeite é produzido a partir das azeitonas, frutos de uma árvore chamada oliveira, sendo elemento tradicional da culinária mediterrânea.

O azeite de oliva favorece o controle lipídico, pois sua composição rica em ácidos graxos monoinsaturados (ácido oléico) auxilia na redução do colesterol LDL no sangue.  Também é rico em antioxidantes como os compostos fenólicos, carotenóides e vitamina E. Essas sustâncias combatem os radicais livres que são moléculas relacionadas a diversos processos degenerativos.

É classificado de acordo com características como o sabor, aroma, acidez e processo de extração, entre outras.  O grau de acidez mede a quantidade de ácidos livres. É um parâmetro que quando elevado indica que o azeite foi obtido de frutos com baixa qualidade ou que houve irregularidades no processo de extração e armazenamento. Confira a seguir os tipos de azeite:

  • Azeite extra virgem: resulta da primeira prensagem das azeitonas selecionadas e por isso é mais rico em polifenóis que os demais tipos. Alcança qualidade superior de sabor e aroma. Apresenta acidez de até 0,8%.
  • Azeite de oliva virgem: ainda o azeite puro, porém com acidez que pode chegar a 2%. Seu uso é principalmente culinário.
  • Azeite de oliva: quando a acidez for maior que 3,3%, o azeite é refinado de modo a reduzir esse parâmetro. Esse processo altera seu sabor, cor e odor que são restaurados com a adição de azeite virgem ou extra virgem, apresentando ao final do processo menos de 1,0% de acidez.

Para aproveitar todas as qualidades do azeite de oliva é necessário observar na compra o tipo de azeite, o grau de acidez, a data de validade e a adequação da embalagem.  Em casa tomar alguns cuidados no armazenamento, preparo e consumo.

A oxidação é responsável pelo ranço que pode ser identificado em óleos e gorduras. A velocidade com que a reação de oxidação acontece é influenciada pela exposição à luz, oxigênio e calor.  Por isso, escolha as embalagens de lata ou com vidro escuro que protegem o azeite da oxidação. Guarde o azeite bem tampado em ambientes escuros e livres do calor. Depois de aberto, ele deve ser consumido o mais rápido possível.

Deve-se optar por cozimento em fogo brando por pouco tempo para preservar o teor de polifenóis e vitaminas. O ideal é acrescentar o azeite ao final das preparações.

Insira em sua alimentação diária o azeite de oliva dando preferência ao extra virgem. Seu corpo agradece de coração!

Referências

 AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA. Resolução nº 270, de 22 de setembro de 2005. Aprova o Regulamento Técnico para Óleos Vegetais, Gorduras Vegetais e Creme Vegetal. 2005. Disponível em: <http://www.azeiteonline.com.br/wp-content/uploads/2011/04/anvisa-resolucao-rdc270-de-22-09-2005.pdf&gt;. Acesso em: 16/11/13.

OLIVEIRA, Adelson Francisco de; BARCELOS, Maria de Fátima Piccolo; GONÇALVES, Emerson Dias; VIEIRA NETO, João. Azeite de oliva: conceitos, classificação, usos e benefícios para a saúde humana. Belo Horizonte: EPAMIG, 2008. 5 p. (EPAMIG. Circular Técnica, 40). Circular Técnica produzida pela EPAMIG – Centro Tecnológico do Sul de Minas (CTSM)

PERVEEN, Tahira.   Role of Monoaminergic System in the Etiology of Olive Oil Induced Antidepressant and Anxiolytic Effects in Rats. ISRN Pharmacology 2013, 1-5

Fonte da Imagem

http://sintaseucoracao.com.br/azeite-receitas-coracao/

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