A gastronomia aplicada nas ações de atenção dietética

16 abr

Gastronomia Hospitalar

Mais do que uma vez você já deve ter se deparado com a seguinte frase: “a comida está tão ruim que parece de hospital”. Apesar dessa frase ainda ser bem comum, o conceito de que a comida servida para os pacientes hospitalizados não são saborosas e apetitosas vem sofrendo alterações.

Havia uma época em que os nutricionistas estavam mais preocupados se a dieta prescrita iria satisfazer as necessidades nutricionais do paciente para manter o bom funcionamento do organismo. Essa preocupação na adequação nutricional da dieta demandava ao nutricionista tempo para a realização de cálculos dietéticos, e com isso muitas vezes o nutricionista deixava de lado o conceito de que a alimentação vai muito além da ingestão de nutrientes, é também um ato dotado de significados socio-culturais, e que as escolhas alimentares estão ligadas a preferências ou aversões alimentares que foram construídas desde o período da infância.

Atualmente a crescente preocupação do bem estar do paciente hospitalizado tem levado a um cuidado cada vez maior no que se refere ao conforto hospitalar, assim o cuidado com alimentação do paciente também sofreu modificações. Nesse contexto o cardápio nutricional deve não só atender as necessidades nutricionais do paciente, mas também deve promover sempre que possível a “alegria” do paciente ao se alimentar, para isso as características sensoriais da preparação como o aroma, paladar e a apresentação visual devem ser melhoradas.

As características sensoriais da preparação podem ser proporcionadas através da incorporação de métodos e técnicas culinárias como o cuidado com: os processos de cocção (para preservar os nutrientes, manter a coloração e outros); com o sabor (utilizando ervas/condimentos em dietas restritas); e com a aparência (utilização de louças brancas, detalhes no posicionamento dos pratos/decoração, utilizando cortes especiais de legumes, folhas, e carnes). Além disso para pacientes com apetite diminuído as refeições podem ser oferecidas mais vezes durante o dia porém em porções menores o que tende a ser mais atrativo e harmônico para esses pacientes. Para pacientes que estão com náuseas muitas vezes o aroma pode agravar os sintomas, assim, deve ser tomado o cuidado de diminuir o aroma da preparação e isso pode ser feito oferecendo a preparação em temperaturas frias já que essas exalam menos aroma.

O termo gastronomia hospitalar surgiu dessa necessidade de satisfazer o paciente durante a atenção dietética aliando os conhecimentos da dietoterapia com a gastronomia. A adesão dessa prática nos hospitais tem demonstrado uma adesão melhor do paciente ao tratamento dietético além de também ter demonstrado efeitos benéficos ao tratamento medicamentoso. Apesar de muitos pensarem que a gastronomia hospitalar é oferecida somente para os pacientes que tem acesso aos hospitais particulares, esses estão enganados, pois atualmente já há hospitais públicos que praticam a gastronomia hospitalar.

Fonte: http://www.crn3.org.br/atualidades/revistas/arquivos/edicao_073_pag15.pdf.

Fonte da Imagem: http://veja.abril.com.br/180401/p_062.html

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Uma resposta to “A gastronomia aplicada nas ações de atenção dietética”

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  1. Apresentação dos alimentos na atenção dietética | Meta a Colher - 19 de abril de 2013

    […] posts atrás, neste blog, falamos sobre a “gastronomia hospitalar“. Como uma nova forma de preparar os alimentos servidos no hospital, aliando cada dieta […]

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