Top 5 – Métodos de preparação bizarros

1 abr

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Um cafezinho quentinho, um belo ovo cozido, aquele queijo pra acompanhar um bom vinho. Essas são algumas preparações tão tradicionais – e tão saborosas para nós – que logo nos remetem a uma lembrança deliciosa. Você já deve estar salivando, não é mesmo?

Sim, sim, nós sabemos que você está! Não precisa nos enganar, nós sabemos. De tudo!

E sabemos também que você teria coragem de encarar a versão hardcore de algumas preparações tradicionais. Quer conhecê-las? Vamos lá:

1.    Kopi luwak ou café civeta

É um café produzido com os grãos colhidos das fezes do civeta. Este processo de coleta de grãos em fezes de civeta acontece na Indonésia e nas Filipinas (onde o produto é chamado de Kape Alamid). No Vietnã existe um tipo similar de café, chamado weasel coffee, que possui grãos que foram defecados por doninhas. No Brasil, existe ainda um café colhido das fezes do Jacu (ave originária da América do Sul).

O civeta seleciona os grãos antes de ingeri-los, mas apenas a polpa é digerida, e a semente passa intacta pelo sistema digestivo do animal. Durante a digestão, as bactérias e enzimas únicas do animal tornam-se os responsáveis pela diferença de qualidade do café industrializado.

Considerado o mais caro café do mundo, é vendido principalmente para o Japão, Europa e Estados Unidos. Uma xícara de café preparado com Kopi luwak pode custar 50 libras esterlinas no Reino Unido. Seu sabor é descrito como “uma mistura de chocolate e suco de uva. Menos ácido e amargo do que os cafés comuns”.

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2.     Camelo recheado

Um tradicional prato de casamentos beduínos, servido nos casamentos de sheiks e seus familiares. Assim como o turducken (que é uma receita que consiste de peru recheado com pato recheado com galinha), comum na América do Norte, o camelo recheado é um mega-prato, composto por um camelo médio recheado com carneiro ou ovelha recheado(a) com outros ingredientes.
O Guinness Book listou esta receita como sendo a maior do mundo em termos de ingredientes. De acordo com o Milwaukee Journal, os passos são: cozinhe os ovos, recheie os peixes com os ovos, cozinhe o peixe, recheie as galinhas cozidas com o peixe, recheie a ovelha/carneiro grelhado com as galinhas, coloque a ovelha/carneiro dentro do camelo… Agora cozinhe até ganhar sabor. Ufa!

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3. Balut

Aqui está um prato para quem realmente tem estômago forte. O balut, nada mais é do que um ovo de pato ou frango fecundado, com um embrião quase desenvolvido. É um dos alimentos mais esquisitos do mundo. O balut é muito comum nas Filipinas, Camboja e Vietnã, onde são comercializados por ambulantes.

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4.      Casu marzu

É um tradicional queijo sardo feito com leite de ovelha, cuja fama vem do emprego de larvas vivas de mosca (larvas de uma das espécies de mosca-do-queijo, a Piophila casei) em sua maturação. Encontrados na cidade da Sardenha, Itália, o casu marzu é encontrado no mercado negro da região italiana por ser colocado na ilegalidade por razões de ordem sanitária. As larvas são deliberadamente adicionadas ao queijo para promover um nível proveitoso de fermentação, quebrando os lipídeos do queijo, bem próximo da decomposição. Quando perturbadas, as larvas chegam a saltar até 15 cm, obrigando os consumidores a colocar as mãos em cima do lanche para impedir que elas atinjam seus rostos. Casu marzu significa literalmente “queijo podre” em sardo e é conhecido popularmente como queijo de verme. A textura do queijo torna-se muito macia, com a produção de líquido (chamado de lágrima). As larvas em si são translúcidas e brancas, possuindo 8mm de comprimento.

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5.      Farofa de tanajura (ou içá)

Farofa de içá é uma iguaria feita com a a parte inferior do abdômen da tanajura (a fêmea da formiga saúva), que possui cerca de 30% de gordura e 15% de proteína. Como “rainha do sauveiro”, ela pode viver mais de 14 anos.

O consumo de içá vem da cultura indígena e nos dias atuais é um hábito da região do Vale do Paraíba, típico da comida caipira do interior de São Paulo. A seguir, uma receita dessa delícia:

Ingredientes:

2 colheres (sopa) de manteiga

1/2 cebola picada

1 dente de alho picado

1/2 xícara (chá) de tanajura

1 xícara (chá) de farinha de mandioca

sal e salsinha picada a gosto

Modo de preparo

Numa frigideira derreta a manteiga e doure a cebola picada e o alho.Junte a tanajura e a farinha de mandioca.Misture bem, acerte o sal e polvilhe salsinha picada a gosto.

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Menção honrosa – Chocolate asteca

Cacau, manteiga de cacau, açúcar e leite. E a partir deste ponto, podemos ter barras, bolos, trufas e outras guloseimas. Esta é a receita básica da felicidade para uma boa parte da Humanidade.

Mas esta é apenas a versão européia dessa iguaria. Como todos sabem, o chocolate teve sua origem aqui mesmo, nas Américas, mais precisamente na América Central. “Xocolātl” (água amarga) era seu nome asteca. Ao invés de uma sobremesa que nos deixa mais felizes, imaginem  uma bebida feita a partir da mistura de água quente ou morna com os grãos torrados e moídos de cacau, milho e um número qualquer de substâncias para adicionar sabor ao preparado, como pimenta chili, mel, baunilha e diversas especiarias, e que era servida aos guerreiros e nobres, ou aos pobres sacrifícios humanos para festejar as colheitas em louvor a Quetzalcoatl. E aí, você encararia esta versão?

Fontes:

Wikipedia – Kopi Luwak – http://pt.wikipedia.org/wiki/Kopi_Luwak

Wikipedia – Culinária Asteca – http://pt.wikipedia.org/wiki/Culinária_asteca

Medo B – Pratos Macabros – http://medob.blogspot.com.br/search/label/Pratos%20Macabros

IG – O Buteco da Net – http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2010/05/17/10-pratos-que-fariam-qualquer-pessoa-pensar-duas-vezes-antes-de-comer/

Fonte-imagem:  Mundo estranho – Editora Abril

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-os-cozinheiros-usam-chapeus-compridos

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